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Uma cidade é feita de gente que faz história. Conheça um pouco da trajetória de Ribeirão Bonito e seus principais personagens.
Ribeirão Bonito completa 119 anos
História
Ribeirão Bonito completa hoje 119 anos de emancipação
política. A Cidade Presépio, como é conhecida, foi fundada em 5 de março de
1880, e se desenvolveu ao redor de sua capela, antiga igreja matriz, hoje
conhecida como Capela do Morro Bom Jesus.
O município de Ribeirão Bonito está situado ao nordeste da capital, a uma altitude de 588 metros acima do nível do mar. Criado com o decreto n. 24 de 05 de março de 1890. Atualmente há uma superfície de 430 Km e uma população de 14.460 habitantes.
Entre os percalços da vida, Ribeirão Bonito conheceu o grave problema da febre amarela. O município vinha crescendo magnificamente com a cafeicultura. "Em fevereiro de 1.896, surgiu o primeiro caso de febre amarela, trazida não se sabe de onde, alarmando a população e espantando diante da salubridade que oferecia este lugar. Para prevenir o alastramento do mal, logo em princípios de março, a Câmara Municipal resolvia a construção de um Lazareto, onde fossem socorridos os atacados, de vez que outras localidades vizinhas já apresentavam surto epidêmico."
O poder da comunicação cria vínculos interpessoais, reflexivos-reativos no seio da comunidade. As pessoas não se furtam aos raios da Verdade. O meio veiculador das idéias, inicialmente feito pelo poder da palavra tornado arte na oratória ou na imprensa, atingirá as inteligências pelas "verdades ou criticas" trazidas em busca e na defesa do bem comum a todos vantajoso.
Foi primeiro professor público em Ribeirão Bonito o Sr. Sebastião de Castro Pinheiro, seguindo-se Alfredo de Noronha Jorge, Emilio Leonardo de Campos e Joaquim de Macedo Furtado.
A organização judiciária iniciou-se a 15 de março de 1.892, e pelo Decreto nº. 38 era criado o Termo de Ribeirão Bonito e o Decreto nº. 103, de 10 de setembro daquele ano, erigiu o Termo à categoria de Comarca, sendo instalada logo após no dia 13 de outubro de 1.892, nomeando-se Juiz de Direito o dr. Alberto Júlio Pinto Pacca. Sucedeu ao dr. Pinto Pacca o dr. José Vieira Barbosa, dr. Antonio Baptista de Carvalho e dr. Benjamin da Luz Novaes. Pela Lei nº 94-A, de 17 de setembro de 1.892. regulamentada pelo decreto nº. 123. de 10 de novembro do mesmo ano, criou-se o 2º Oficio de Justiça, sendo provido na serventia vitalícia o sr. Jorge Agapito da Silva Venga, sucedido pelo tenente José .Ignácio de Sá Bittencourt e o coronel Amancio de Camargo Neves.
A inteligência é um dom precioso e a boa vontade colocada a serviço da comunidade é uma benção celestial que brilha aos olhos dos homens. Na evolução de Ribeirão Bonito há o registro de pessoas que muitos serviços prestaram à comunidade "Mudando-se para Ribeirão Bonito, onde adquirira propriedade agrícola o coronel Antonio Carlos Ferraz de Salles, dedicou-se corpo e alma pela prosperidade do lugar, atraindo a simpatia geral, que em breve o aclamou como chefe.
Padre Antônio Álvares Guedes Vaz, segundo relato, "foi um mito em Ribeirão Bonito, serviços incalculáveis prestou a favor da comuna. Pode-se até afirmar sem medo de erro que foi ele quem fez Ribeirão Bonito. Ocupou cargos seja por nomeação ou seja por eleição, tendo sido pároco, chefe político, tenente coronel, chefe do estado maior do comando supremo da Guarda Nacional da Comarca, presidente da primeira Câmara Municipal, enfim, sempre presente em todos os momentos de Ribeirão Bonito, até sua morte, nesta vila, a 12 de julho de 1.896."
"Pelo Decreto nº 24, de 05 de Março de 1.890, a vila de Ribeirão Bonito foi elevada a município, criando-se o Conselho de Intendência integrado provisoriamente pelos vereadores Leopoldo de Arruda Castro, João Bapstista de Souza Nery, José Venâncio Carneiro e Antonio Leite da Silva."
Em seguida, cuidaram os mesmos, prestantes cidadãos de construir a capela dedicada ao Senhor Bom Jesus da Cana Verde. Em dois de março de 1.872, foi contratada com João Leite de Arruda pela quantia de 800$000, a construção da capela, para o que contribuíram todos os moradores do arraial.
A mudança de regime político, com a Proclamação da República, ensejou "reunirem-se em comissão em casa de Leopoldo de Arruda Castro, os cidadãos Pe. Antônio Alvares Guedes Vaz, João Baptista de Souza Nery, Flávio Leite Machado e João Evangelista Netto Caldeira, dirigindo felicitações ao governo e preparando festejos para comemorar a data de 15 de novembro de 1.889.
Os membros da família Alves Costa cultivavam a idéia da criação de um povoado com capela e necrópole. De fato, Joaquim Alves Costa fizera promessa neste sentido, ainda quando residia em Ouro Fino, motivado por seus irmãos que muito o queriam, obrigando-o a fazer uma promessa de doar ao Bom Jesus alguns alqueires de terra, das primeiras que adquirisse, para a fundação de um povoado e construção de uma capela dedicada ao Bom Jesus da Cana Verde, visando recuperar a saúde grande e gravemente afetada por árvore derribada em trabalho de roçado, serviço feito na data de 06 de agosto, apesar da oposição de seus parentes, lembrando-o a respeitar o dia do Senhor Bom Jesus sobre cuja devoção afirmava ele não se tratar de dia santificado.
Em 1862 instalou-se na região, ao lado do ribeirão que hoje se denomina Ribeirão Bonito, vinda de Minas Gerais, a família Alves Costa. A região pertencia à cidade de Brotas, e tudo provinha daquela cidade, medicamentos, mantimentos, além dos assuntos administrativos como casamentos, batizados, registros, e as viagens eram muito penosas pela distância e pela mata virgem que cobria a região.