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A
Delegacia Fazendária descobriu mais uma pessoa ligada ao esquema de fraudes em licitações
na Câmara de Cuiabá durante a presidência do vereador Lutero Ponce (PMDB). Ela
foi ouvida e indiciada ontem mesmo, já que era responsável por
"escoltar" empresários durante os saques nas agências bancárias e
garantir a devolução de grande parte do valor, pago por meio dos processos
licitatórios fraudados. Com isso, já são 12 indiciados na operação Crepúsculo.
A
descoberta do homem se deu a partir da informação de que os empresários beneficiados
pelas fraudes eram sempre acompanhados por uma pessoa indicada pela cúpula da
Câmara durante os saques bancários. O nome não foi divulgado pela Delegacia
Fazendária, setor da Polícia Civil que investiga crimes contra o patrimônio
Público.
O
encarregado, que era uma espécie de "braço ostensivo" do esquema e
acompanhava os empresários e garantia a devolução do dinheiro, é um primo de
Luiz Henrique Silva Camargo, ex-diretor financeiro da Câmara, responsável por
coptar empresas para participar das licitações fraudadas e que acertava os
valores a serem devolvidos pelos empresários. O novo membro do esquema nunca
falava ou se apresentava aos empresários na tentativa de evitar complicações
futuras.
Com
o indiciamento, já são 12 pessoas ligadas às fraudes detectadas pela Polícia
Civil. Foram indiciados na operação Crepúsculo: Lutero, Luiz Henrique, seu primo,
os servidores Hélio Hudson Ramos, Marcos Davi de Andrade, Ulysses Reiners
Carvalho e Hiram Monteiro da Silva Filho, além dos empresários Patrícia Bueno
Mussi, Emanuela Dias Bentes Monteiro, Michel Padilha da Silva, Jones Teixeira
Barbosa e Arnaldo Pedroso da Silva. Eles deverão responder pelos crimes de
formação de quadrilha ou bando (com pena prevista de 1 a 3 anos de reclusão),
falsidade ideológica (1 a 5 anos), falsidade de documento particular (1 a 5
anos), falsidade de documento público (2 a 6 anos), peculato (2 a 12 anos) e
fraude à licitação (2 a 4 anos).
Com
o indiciamento, a promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco denunciará
formalmente as pessoas, o que permitirá a instauração de um processo judicial e
o futuro julgamento de todos eles.