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MP pede impugnação de 371 candidatos |
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14 de julho de 2010 |
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Pelo
menos 371 políticos que pretendem concorrer a cargos públicos nas
eleições
deste ano tiveram suas candidaturas contestadas na Justiça Eleitoral.
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo junto a órgãos do
Ministério
Público (MP) e da Justiça indica que grande parte deles é acusada por
ter
"ficha suja". A lista de candidaturas questionadas ainda deve crescer
ao longo desta semana, quando termina o prazo para o MP apresentar os
pedidos
de impugnação.
Dados preliminares da Justiça Eleitoral indicam que cerca de 20 mil
políticos
pediram registro para disputar as eleições de outubro. De acordo com
decisão
recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os condenados por
tribunais não
poderão se candidatar porque esse impedimento está previsto na Lei da
Ficha
Limpa. Pela interpretação da lei, que foi sancionada no dia 4 de junho,
deverão
ser barrados até mesmo os políticos condenados no passado e aqueles que
renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação.
Entre os que tiveram candidaturas questionadas pelo MP até agora estão o
deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), que pretende concorrer ao Senado, e o
ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC-DF), que quer voltar a
governar o
Distrito Federal. Os dois renunciaram no Senado para evitar possíveis
cassações. As impugnações terão de ser analisadas até 19 de agosto. Em
tese,
recursos ainda poderão ser encaminhados ao TSE e ao Supremo Tribunal
Federal
(STF).
Em Alagoas, a Procuradoria Regional Eleitoral protocolou ontem seis
ações de
impugnação de registro de candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa.
Entre as
candidaturas questionadas está a do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT),
que
disputa de novo o governo do Estado. Já no Pará, além de Jader, nove políticos tiveram suas candidaturas
contestadas
por causa de rejeição de contas relativas a administrações anteriores ou
em
virtude de renúncias. Um deles é o deputado Paulo Rocha (PT), que agora
pediu o
registro para concorrer ao Senado. Ele é suspeito de envolvimento no
esquema do
mensalão do PT. Outro político que teve a candidatura contestada foi o
ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR). Ele foi
condenado pela
Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico nas eleições de 2008,
junto com
sua mulher, Rosinha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
FONTE: Agência Estado em 13 de junho de 2010 |